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Saques do FGTS: é melhor tirar ou deixar o dinheiro no fundo?

Os saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) anunciados pelo governo começam em setembro. Enquanto o início da liberação se aproxima, muitas pessoas ainda têm dúvidas se é vantajoso ou não realizar a retirada, que não é obrigatória. No entanto, a resposta depende de cada caso.

Antes de avaliar as vantagens e desvantagens para decidir se vai ou não realizar os saques do FGTS, é preciso entender que existem duas liberações diferentes – e uma não depende da outra, ou seja, o beneficiário pode optar por sacar em apenas uma das modalidades, nas duas ou em nenhuma. São elas:

Saque de até R$ 500: é a permissão para que as pessoas retirem até R$ 500 de suas contas do FGTS. Se alguém tem três contas com pelo menos R$ 500 em cada uma, por exemplo, poderá sacar até R$ 1.500. No entanto, essa retirada poderá ser feita apenas uma vez. A data em que a pessoa poderá retirar depende de seu aniversário. Esse saque de R$ 500 não causa a perda do saque-rescisão em caso de demissão do trabalhador. Veja como saber quanto você poderá sacar e quando o seu dinheiro estará disponível.
Saque anual (ou saque-aniversário): quem optar por fazer o saque anual poderá retirar, no mês de seu aniversário, um parte do seu saldo da conta do FGTS. O valor depende do total do saldo. No entanto, quem decide fazer a retirada anual perde o direito de receber o saldo total da conta se for demitido, ficando apenas com a multa de 40% em casos sem justa causa. É possível se arrepender e voltar a optar pelo saque-rescisão (que dá direito ao saque total em caso de demissão sem justa causa), mas só depois de dois anos da adesão ao saque-aniversário.
Outro ponto que merece atenção na decisão de sacar ou não o FGTS é a mudança na distribuição dos lucros do fundo. O governo decidiu ampliar a fatia dos lucros que é dividida com o trabalhador, e, com isso, o rendimento do FGTS se torna mais vantajoso – e deve se aproximar da rentabilidade de aplicações conservadoras, como a poupança.

Veja abaixo as recomendações do educador financeiro Reinaldo Domingos, da DSOP:

Para quem já tem uma reserva financeira:
“Para quem tem reserva ou já é uma pessoa investidora, o melhor caminho é aguardar por outras oportunidades. Isso por conta da mudança na remuneração do FGTS, ao distribuir 100% do lucro do fundo, o que dependendo dos resultados por chegar a um rendimento de 6%, como a Taxa Selic, ou até superior.”

Para quem não tem uma reserva financeira:
“Nesse caso é indicado não sacar em nenhuma situação (tanto o saque de até R$ 500 quanto o saque anual), já que o próprio FGTS já é uma reserva e que terá rendimento maior. Portanto, a pessoa pode considerar deixar esse dinheiro guardado em vez de correr o risco de sacar para utilizá-lo em gastos desnecessários ou direcionar para o Tesouro, que renderá a mesma coisa.”

Quem está com financiamento da casa própria em andamento:
“Quem tem financiamento não deve mexer em qualquer tipo de movimentação, seja dos R$ 500 ou saque-aniversário, pois o benefício de abater o FGTS para a aquisição da casa própria, para entrada ou prestações, está mantido.”

Quem está inseguro no emprego:
“É importante não mexer nos R$ 500, até por conta da distribuição de 100% do lucro, que irá render mais que a poupança, chegando a 6% que hoje paga a Selic. Também não é indicado optar pelo saque-aniversário, pois assim terá a condição de ser remunerado em caso de demissão.”

Quem tem dívidas:
“Caso o valor do saque seja suficiente para quitar a dívida na sua totalidade, o ideal é sacar e quitá-la imediatamente para fugir dos juros, principalmente os que são maiores como cheque especial e cartões de crédito. Se o valor não for suficiente para quitar a dívida total, é mais indicado manter essa reserva e negociar a dívida posteriormente. Lembrando que o FGTS não deve ser destinado para qualquer tipo de adiantamento em relação a essas dívidas, caso elas estejam controladas dentro do orçamento.”

Quem não tem dívidas:
“Para quem está equilibrado, não tem dívidas, ou seja, consegue viver com seu ganho mensal sem problema, o indicado é sacar os R$ 500 da conta ativa ou mais se tiver mais de uma conta inativa e apenas isso. É uma oportunidade utilizar esses R$ 500, ou caso tenha mais em contas inativas, e fazer um investimento para a aposentadoria, já que esse dinheiro é para complementar a aposentadoria. Por que não começar agora?

Já o saque-aniversário não é indicado, pois não vai te dar nenhum benefício maior. Pois volto a dizer que com o repasse de 100%, o rendimento do FGTS será maior, então não faz sentido.”

Quem está desempregado:
“Depende. Caso esteja desempregado há 3 anos, poderá sacar 100% do valor pelas regras antigas, que não foram mudadas. Se acabou de sair de um emprego e tem um dinheiro inativo, aí faz sentido o saque, dependendo da finalidade. É preciso analisar o cenário. Se quiser ter o dinheiro periódico anualmente, e não tiver reservas, é melhor optar pelo saque-aniversário. Mas reforço que, caso esteja muito próximo dos 3 anos de desemprego, o melhor é não optar pelo saque aniversário.”

“Outro ponto importante é que o FGTS não é mais uma aplicação que perde da poupança ou Selic, pois com o repasse muda tudo. Isenta de imposto de renda, penhora, bloqueio confisco, então você não perde esse dinheiro. Ele tem uma finalidade de ser uma reserva, portanto, não deveria ser usado para outras finalidades a não ser para complementar a aposentadoria futura. Como o governo irá pagar 100% do lucro, faz sentido ter o dinheiro até a aposentadoria.”

Fonte: G1 Globo | 08/08/2019

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